9 de setembro
Nascimento de Pe. Pelágio
Nasce Pe. Pelágio Sauter, na aldeia de Hausen am Thann, na Alemanha, onde iniciou sua história de fé e vocação.
Conheça a história e a missão dos Redentoristas, que há mais de um século anunciam o amor de Deus e servem nossa comunidade.
9 de setembro
Nasce Pe. Pelágio Sauter, na aldeia de Hausen am Thann, na Alemanha, onde iniciou sua história de fé e vocação.
Início da missão
Dom Eduardo assume a Diocese de Goyaz e começa a buscar apoio religioso para evangelizar e acompanhar os romeiros de Barro Preto.
Formação de Pe. Pelágio
Ainda jovem, Pelágio recebe os sacramentos da Primeira Eucaristia e da Crisma, fortalecendo sua caminhada de fé.
Pe. Pelágio no seminário
Pelágio ingressa no Seminário Redentorista de Bachham e inicia sua preparação para a vida religiosa.
A chegada dos Redentoristas
20 de setembro — Os missionários Redentoristas pioneiros se reúnem no convento de Gars, na Alemanha, antes de partir para a missão no Brasil.\n\n21 de outubro — Após 16 dias de viagem, desembarcam no Rio de Janeiro.\n\n5 de novembro — O grupo destinado a Goiás segue de trem até Uberaba.\n\n17 de novembro — De Uberaba, iniciam uma viagem de 480 quilômetros a cavalo.\n\n12 de dezembro — Depois de 26 dias, chegam a Campininha das Flores e iniciam oficialmente a missão no Brasil Central.
29 de maio
Os Missionários Redentoristas fazem sua entrada oficial em Barro Preto, atual Trindade, fortalecendo a evangelização dos romeiros.
8 de setembro
Pelágio consagra sua vida a Deus por meio dos votos religiosos de Pobreza, Castidade e Obediência.
16 de junho
Pelágio Sauter é ordenado presbítero na Alemanha e inicia oficialmente sua missão como sacerdote Redentorista.
6 de agosto
Pe. Pelágio desembarca no Rio de Janeiro para iniciar uma missão que dedicaria grande parte de sua vida ao povo brasileiro.
Redentoristas em Trindade
Os Missionários Redentoristas passam a manter residência fixa em Trindade, ampliando sua presença pastoral na região.
23 de novembro
Após décadas dedicadas aos pobres, enfermos e romeiros, Pe. Pelágio falece em Goiânia, aos 83 anos.
Causa de canonização
É iniciado oficialmente o processo de beatificação e canonização de Pe. Pelágio, reconhecendo sua grande fama de santidade.
7 de novembro
O Papa Francisco reconhece as virtudes heroicas de Pe. Pelágio e concede a ele o título de Venerável.
Atualidade
A memória de Pe. Pelágio permanece viva entre os fiéis, enquanto sua causa de beatificação e canonização continua seu caminho na Igreja.
Em 1840, um fato curioso e milagroso marcou profundamente a fé do nosso povo: um casal de lavradores encontrou uma pequena medalha de barro com a imagem da Santíssima Trindade coroando Nossa Senhora. No povoado de Barro Preto, a poucos quilômetros do então Curato de Campinas, nascia uma devoção popular ao Divino Pai Eterno.
Os milagres que ali aconteciam tornaram a região conhecida e movimentada: pessoas de várias partes vinham a Barro Preto para venerar aquela imagem sagrada. A assistência espiritual, porém, era limitada e difícil.
Em 1894, Dom Eduardo Duarte e Silva, 5º Bispo de Goiás, em viagem a Roma, buscou uma congregação religiosa que pudesse cuidar daquela romaria crescente. Na última porta em que bateu, encontrou acolhida junto aos Missionários Redentoristas. Ficou combinado que 14 missionários viriam para cuidar da Romaria de Trindade e da ampla Paróquia de Campinas — que, na época, abrangia quase todo o Centro-Sul do atual Estado de Goiás.
Contudo, a pedido do bispo auxiliar de São Paulo, parte do grupo permaneceu em um importante santuário de sua diocese: o de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
Vieram, então, para Goiás: Padre Gebardo Wiggermann, Padre João Batista da Mata Spath, Padre Miguel Siebler, Diácono Lourenço Hubbauer, Irmão Norberto, Irmão Gebardo, Irmão Ulrico e Irmão Floriano. Eles deixaram a cidade de Gars, na Alemanha, em 24 de setembro de 1894, chegando ao Brasil em 21 de outubro, no porto do Rio de Janeiro. No dia 30 de outubro partiram para Uberaba e, finalmente, chegaram a Campinas em 12 de dezembro de 1894.
“O dia 12 de dezembro, quarta-feira, era a data em que, finalmente, deveríamos aportar em nosso destino. Estávamos a um quarto de hora antes de atravessar o ribeirão, quando começou a gotejar. (…) O vento furioso atirava-nos a chuva contra o rosto, enquanto os animais mal podiam se adiantar. Foi molhados até os ossos que entramos na vila. Tocamos os cavalos diretamente para a igreja. Aí nos esperava um senhor pequeno, de aparência simples e trajado com suma pobreza. Era o piedoso vigário Padre Inácio. Repletos de gratidão a Deus e a Nossa Senhora, cantamos o Te Deum.”
Grande parte desses missionários nunca mais voltou à sua terra natal. Morreram aqui e foram sepultados entre nós. Mesmo sem dominar o português, deixaram um legado imenso: foram pioneiros em iniciativas religiosas e sociais em nossa região, introduzindo a luz elétrica, o telefone, o manejo de gado de corte e novas técnicas agrícolas.
“O que foram os beneditinos para a Europa, foram os redentoristas para Goiás.”
Hoje, recordamos com gratidão esses homens de fé, que há mais de 130 anos permanecem como guardiões e testemunhas do amor de Deus sob o olhar de Nossa Senhora da Conceição, legítima Padroeira da Congregação Redentorista.
Dentre todos os missionários redentoristas que trabalharam em nossa Paróquia, destaca-se a figura de um alemão que dedicou 47 anos de sua vida a Goiás: Padre Pelágio Sauter.
Nascido em 9 de setembro de 1878, em Hausen am Tann, na Alemanha, ingressou muito jovem no seminário de Gars, onde teve como formador o Beato Gaspar Stanggassinger. Após sua ordenação sacerdotal, em 16 de junho de 1907, veio para o Brasil em 1909 — e nunca mais voltou à sua terra natal, nem mesmo a passeio.
Durante cinco anos, trabalhou em São Paulo (nas Basílicas da Penha e de Aparecida) e, pelos 47 anos seguintes, atuou em Goiás, dedicando-se às Santas Missões, às desobrigas e ao serviço como vigário em Trindade e em Campinas. Nunca foi pároco nem superior de comunidade religiosa.
Os últimos cinco anos de sua vida transcorreram em nossa Paróquia. Diariamente, dava a bênção aos enfermos em dois horários e sempre atendia com zelo aqueles que necessitavam da unção dos enfermos e da confissão. Aqui, rezava a Novena Perpétua, primeiro aos sábados e, depois, às terças-feiras. Pela Rádio Difusora, concedia bênçãos e rezava com os ouvintes. Mesmo na velhice, nunca deixou de exercer seu apostolado com dedicação e amor.
Em meados de novembro de 1961, ao atender um enfermo no antigo Manicômio Adauto Botelho, foi surpreendido por uma forte chuva. Devido à idade avançada e a outros problemas de saúde, adoeceu gravemente. No dia 17 de novembro, foi internado na antiga Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, localizada na Rua 4, no Centro. Em seu leito de morte, foi assistido pelo Padre Leodônio Marques — que lhe conferiu a extrema-unção —, pelas Filhas da Caridade que trabalhavam na Santa Casa e pelo então bispo auxiliar de Goiânia, Dom Antônio Ribeiro de Oliveira.
Padre Pelágio faleceu às 12h40 do dia 23 de novembro de 1961. Seu funeral é lembrado até hoje como o maior da história de Goiânia: cerca de 50 mil pessoas passaram por esta Matriz, e mais de 60 mil acompanharam a procissão fúnebre até o Cemitério Sant’Ana.
No início da década de 1990, seus restos mortais foram transladados para nossa Matriz, e, em 2004, para a Igreja do Santíssimo Redentor, em Trindade.
Em 1997, o então arcebispo metropolitano de Goiânia, Dom Antônio Ribeiro de Oliveira, abriu a fase diocesana do processo de beatificação, concedendo-lhe o título de Servo de Deus. Em 2015, o Papa Francisco reconheceu suas virtudes heroicas, conferindo-lhe o título de Venerável — a esse que é carinhosamente chamado de Apóstolo de Goiás.