Interior da Basílica Matriz de Campinas

Novena

Conheça a história e a tradição da Novena Perpétua em nossa Paróquia.

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

A Novena Perpétua

A Novena Perpétua teve início há 102 anos, em Saint Louis, nos Estados Unidos. Em nossa Paróquia, ela começou há 72 anos, precisamente em 15 de novembro de 1952, por iniciativa do padre Antônio Penteado de Oliveira, missionário redentorista que foi pároco entre 1948 e 1953.

Registro histórico dos missionários redentoristas

Os Arquivos Históricos de nossa Paróquia registram:

“No dia 15 de novembro introduziu-se em nossa Paróquia e Matriz a belíssima devoção da Novena Perpétua em honra de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, pelos doentes e aflitos. Ela consta de orações e cânticos apropriados, leitura dos pedidos e ações de graças, bênção dos doentes e da água. Do lado direito está o altarzinho com o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, aos cuidados de sua Confraria (…). Graças extraordinárias e até verdadeiros milagres já se alcançaram por meio dessa devoção tão simbólica.”

Em 15 de novembro de 1958,

pela primeira vez, a Novena foi transmitida pela Rádio Difusora de Goiânia. Inicialmente rezada aos sábados, em um único horário, os noveneiros de Nossa Senhora pediram que fosse transferida para um dia de semana. Assim, em 3 de fevereiro de 1959, ela passou a ser rezada às terças-feiras, às 19h. No ano seguinte, foram criados novos horários: às 6h45 (em fevereiro) e às 16h e às 20h (em março de 1960).

Com as mudanças trazidas pelo Concílio Vaticano II, em 1977, a equipe missionária que atendia a Paróquia até então — Padre Zamuner, Padre Henrique Strehl, Padre Fleury e Padre Flávio Cavalca — reeditou a Novena, dando-lhe o formato que conhecemos hoje, com poucas alterações.

Em 1980, devido ao crescente número de fiéis, foi necessário aumentar o número de sacerdotes disponíveis para as confissões e criar um novo horário para as Novenas, às 14h30. Já em 1999, fixaram-se 14 horários, de hora em hora.

Na Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de 2000,

Dom Antônio Ribeiro, 2º Arcebispo Metropolitano de Goiânia, proclamou que, após longa consulta arquidiocesana, a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição receberia o título de Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, sendo seu primeiro reitor o Padre Maurício Brandolize. A instalação do Santuário ocorreu em 31 de outubro de 2000. Em 2016, o Santo Padre, Papa Francisco, concedeu a esta Igreja o título de Basílica Menor de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Todos esses fatos só aconteceram porque, antes de tudo, a graça divina operou neste lugar, proporcionando — pelo encontro com Maria — a aproximação com Jesus. E também porque os noveneiros de Nossa Senhora continuam fiéis ao chamado de Maria: “Fazei tudo o que Ele vos disser.”

Por isso, somos profundamente gratos pela vida de todos os mais de 15 mil noveneiros que passam por este Santuário, pelos membros de ontem e de hoje da Arquiconfraria de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, e pelos missionários redentoristas, que receberam de Pio IX o mandato de tornar o ícone da Virgem da Paixão “conhecido no mundo todo”.

Nossa Senhora da Conceição

Em 1147, o primeiro rei de Portugal, Dom Afonso Henriques, mandou celebrar uma missa em honra de Nossa Senhora da Conceição, em ação de graças pela conquista dos territórios que deram início à nação portuguesa. Com a expulsão dos muçulmanos, a Virgem da Conceição foi proclamada Padroeira de Portugal. Em consequência da expansão marítima no século XVI, recebeu também o título de Padroeira do Império Português e dos Territórios Ultramarinos. Assim, a devoção a Nossa Senhora da Conceição chegou ao Brasil.

Mesmo antes da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição de Maria — que só se deu em 1854, pelo Papa Pio IX —, a crença na pureza de Maria desde sua concepção sempre foi presente em toda a Igreja, inclusive no Oriente.

Em Campinas, essa devoção existe desde a origem do povoado. Desde sempre, e de modo perpétuo, a Virgem da Conceição é venerada neste lugar. Embora hoje muitos conheçam este templo pela devoção ao título mariano de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, esta Paróquia continua sendo consagrada ao título que os campineiros veneram perpetuamente: Senhora da Conceição.

A imagem venerada nesta Paróquia é de autoria do escultor João Bueno Rodrigues, sendo esta sua obra mais bela e conhecida. Sua túnica vermelha alude à humanidade de Maria, e seu manto azul representa a divindade que a envolveu desde a sua concepção. Imune da mancha do pecado original, ela foi preparada por Deus para ser a Mãe do Salvador.